A breguice do amor em Gramado

4 de agosto de 2016






Uma semana depois do dia dos namorados eu e meu namorado fomos para Gramado porque sim. Estava frio, a previsão do clima estava boa e a passagem relativamente barata. Sim, passagem, porque a gente foi de ônibus as seis e meia da manhã para voltar de tardinha. Não temos carro nem dinheiro para hospedagem e várias refeições. E refeições lá são um absurdo, tanto de bonita quanto de custo. Se é gostosa acho que jamais saberei, porque me recuso a pagar 80 reais num almoço. Como já sabíamos de antemão da riqueza das comidas, levamos comida de casa porque pobre é assim mesmo, né. Sorte nossa que, de taaanto caminhar por lá, achamos bem escondido um buffet livre, com comida caseira e tudo, por nem vinte reais. Poucas vezes minha barriga ficou tão feliz.

No título eu disse o amor é brega em Gramado. Deve ser entediante demais ser solteiro por lá, porque a quantidade de casais por metro quadrado é absurda. A cidade é milimetricamente feita para ser destino de lua de mel, aniversário de casamento, presente de dia dos namorados. O que eu gostei mesmo é que os carros, por alguma magia exercida pelo lugar perfeitinho, respeitam completamente os pedestres. Eu poderia atravessar quantas ruas quisesse de olhos fechados que não seria atropelada. Os chocolates também são maravilhosos, as ruas não tem uma sujeirinha que seja. (Ainda na temática brega: todas as atrações são bregas demais) (museu de cera, really?).

É bom levar um cachecol bem quentinho. O que eu levei não era tão quentinho assim então no dia seguinte a dor de garganta não foi maravilhosa.

Cadê o propósito

30 de junho de 2016

Será que existe algum ponto da vida (de preferência bem antes de ela estar quase acabando) que a gente olha para trás e se sente satisfeito, a ponto de pensar "hm, acho que aproveitei bastante até aqui"? Ou a gente vai vivendo e, não importa o que aconteça, é esse eterno bem-que-poderia-estar-melhor combinado com aquela sensação de nunca conseguir aproveitar o tanto que a vida pode dar. Sei lá. Vejo gente que do meu ponto de vista está com a vida feita, com mil viagens, mil realizações, mil cursos e estudos, mas que diz que ainda não achou o propósito de vida. Que dirá eu, então, que nada disso tenho.

Mas sei lá, né. Tamo aí vivendo. Uma hora deve ficar melhor.

Esse blog meio que morreu e eu esqueci de enterrar

30 de maio de 2016
Mentira. Não quero enterrar esse endereço eletrônico, não. Só preguiça de atualizar. Mas vá lá que eu tenho as minhas desculpas esfarrapadas para dar. Primeiro que PREGUIÇA. Segundo que nada acontece. Terceiro que não tenho tirado foto alguma (sei que a princípio esse era um blog de textos, mas como - olha ela de novo - tenho preguiça de escrever textão e nada acontece mesmo para se tornar textão, virou blog de fotos, diário visual etc.). Quarto que mal tenho notebook para editar as fotos que não existem porque não acontece nada para fotografar. Quinto que... é, é tudo preguiça mesmo. Desculpa.

Mas o meu desleixo para com esse blog é tanto que fiz VINTE E TRÊS anos no mês passado e nem noticiei essa desgraça por aqui. Então tó uma imagem desse evento. Daqui a pouquinho saio do "vinte e poucos" para o "vinte e tantos" e pode ter certeza que já estou aos prantos. A crise da juventude chegou por aqui. Eu sei, é drama tosco, me deixa.

 

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