Cadê o propósito

30 de junho de 2016

Será que existe algum ponto da vida (de preferência bem antes de ela estar quase acabando) que a gente olha para trás e se sente satisfeito, a ponto de pensar "hm, acho que aproveitei bastante até aqui"? Ou a gente vai vivendo e, não importa o que aconteça, é esse eterno bem-que-poderia-estar-melhor combinado com aquela sensação de nunca conseguir aproveitar o tanto que a vida pode dar. Sei lá. Vejo gente que do meu ponto de vista está com a vida feita, com mil viagens, mil realizações, mil cursos e estudos, mas que diz que ainda não achou o propósito de vida. Que dirá eu, então, que nada disso tenho.

Mas sei lá, né. Tamo aí vivendo. Uma hora deve ficar melhor.

Esse blog meio que morreu e eu esqueci de enterrar

30 de maio de 2016
Mentira. Não quero enterrar esse endereço eletrônico, não. Só preguiça de atualizar. Mas vá lá que eu tenho as minhas desculpas esfarrapadas para dar. Primeiro que PREGUIÇA. Segundo que nada acontece. Terceiro que não tenho tirado foto alguma (sei que a princípio esse era um blog de textos, mas como - olha ela de novo - tenho preguiça de escrever textão e nada acontece mesmo para se tornar textão, virou blog de fotos, diário visual etc.). Quarto que mal tenho notebook para editar as fotos que não existem porque não acontece nada para fotografar. Quinto que... é, é tudo preguiça mesmo. Desculpa.

Mas o meu desleixo para com esse blog é tanto que fiz VINTE E TRÊS anos no mês passado e nem noticiei essa desgraça por aqui. Então tó uma imagem desse evento. Daqui a pouquinho saio do "vinte e poucos" para o "vinte e tantos" e pode ter certeza que já estou aos prantos. A crise da juventude chegou por aqui. Eu sei, é drama tosco, me deixa.

O que eu não terminei de ler

3 de abril de 2016
Estou colecionando leituras iniciadas mas não terminadas. Faltam poucas páginas para O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Záfon, mas não termino pela simples preguiça de pegar o livro lá na casa do meu namorado, que foi onde deixei. 

Parei na página 91 de A Dança dos Dragões há dois anos e desde então não mais peguei na mão o tijolo que é aquele exemplar; não sigo a leitura tanto pela preguiça do peso tanto pela preguiça de me envolver novamente com a looonga história do G. R. R. M. - não lembro mais de nada. 

American Gods, do Gaiman, estacionei na página 73 porque, sinceramente, tá chato, mas como comprei o paperback por caríssimos 7 reais, me sinto na obrigação de ler (mas não hoje, nem amanhã). 

Já a minha tentativa de leitura de Anna Kariênina do Tolstói tem sido uma novela. Uns anos atrás peguei um exemplar na biblioteca da faculdade e li até certo ponto, mas como nunca fui disciplinada com datas, acabei pagando várias multas e nem consegui terminar. Aí nesse ano resolvi retomar a leitura, mas com o Kobo. Odiei com todas as minhas forças a versão que baixei em pt-br porque, além de sentir a leitura meio “travada”, havia muita falta de pontuação. Baixei o texto em domínio público em inglês e foi bem melhor… mas aí bateu a famosa preguiça. Uma hora eu retomo.

As Irmãs Romanov (Helen Rappaport) segue interessante como história da finada monarquia russa, já consegui ler 50%, mas no momento tô com preguicinha de ler (nota-se um padrão aqui).

Os Miseráveis, do Victor Hugo, posso justificar dizendo que desde que peguei para ler, já sabia que seria um projeto de leitura para o ano inteiro. Vou ler pouco a pouco todo mês e espero até dezembro terminar.

Mas, mesmo com todas essas pendências citadas, nessa semana eu iniciei O Segredo de Jasper Jones e Harry Potter e o Enigma do Príncipe. E não para por aí: li hoje, numa só sentada, Superman/Batman: Inimigos Públicos e também comecei a leitura de Dublinenses, do James Joyce.

Será que tudo isso é culpa de mal ter lido durante todo o ano passado?
 

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